
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Nirvana podes ser tu




O rancor, o ressentimento é um elemento histórico, é parte da memória pessoal, portanto da história que cada ser carrega em si.É uma orientação do passado. Vem do passado e, portanto, é uma continuação modificada do passado,com uma alteração superficial e um ajustamento marginal.
E um dia, enquanto reclamamos das desgraças do mundo e do infortúnio da crise, descobrimos que também fornecemos mágoas que ainda correm sob as rodas da vida.
Apenas a consciência sem escolhas ou o estado de despertar holístico destas respostas, momento a momento, sem a dicotomia entre o observador e o observado, é suficiente para nos libertar-mos a nós próprios.
A projecção de nós fora do campo básico da consciência, o qual também é o “EU”, não é outra coisa senão o mecanismo protector da dualidade na consciência, sustentando-se entre si e o universo.
A verdadeira liberdade é a rebelião, e a mudança radical encontram-se apenas mergulhamos na omnipresença.
Olha, e repara, caro amigo:
Buda, Jesus, Lao Tse, Nanak, Kabir e outros, incluíndo tu (não como mente, mas como vida) pertencem a esta liberdade total – absoluta e incondicional.
O Nirvana é a libertação de “o que é” pelo simples facto de ter conhecimento dele, não resistindo a nada nem escapando a nada.
O vai5 não gosta de rancores, ressentimentos e mágoas, mas, tem sérias dificuldades em livrar-se deles. E dos dos outros. ...da-se!
Credo quia absurdum est - drama, consequência e efeito presente e futuro de não ter uma explicação válida para dar




segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Autódromo Internacional do Algarve, ou o admirável novo mundo
Sim, senhor. Projectado para ser um dos melhores e mais modernos circuitos europeus, o Autódromo Internacional do Algarve já colocou os arredores de Portimão na vanguarda da tecnologia.
A envolvência é perfeita. Em termos de urbanismo, arquitectura paisagista e ordenamento do território, até os mais críticos dos críticos sorriem e concordam que se trata de uma simbiose perfeita entre a excelência da nova pista de corridas e a salada de pitoresco em redor.
Repare-se bem (repito - repare-se bem) no nível de vida dos locais. À volta da nova catedral do desporto motorizado, tem surgido uma revolução na vida de todos os nativos. Por isso, muitos dos novos abastados deslocam-se nas mais fantásticas e velozes duas rodas do país (mundo?). Sem o autódromo, nada disto seria possível.
Qual principado do Mónaco, a Mexilhoeira Grande, bem mais luxuosa e atractiva é hoje internacionalmente reconhecida como a capital europeia da velocidade.
O vai5, blog entusiasta do autódromo, da economia do hipermercado e do centro comercial, deixa aqui alguns instântaneos da realidade motociclistica de luxo vivida pelos locais. Sem o autódromo, que seria da vida destas pessoas? Farrapos de existência? Espelhos da precariedade? Aqui não há nada disso, amigos leitores. É com betão e CO2 que se constrói o presente e o futuro. Esfregonas na mão esquerda e acelerador a fundo na direita.
Finalmente, depois deste documentário na nova Riviera do barlavento, queremos também expressar a nossa admiração pelo autarca Manuel da Luz, o mais visionário presidente de Câmara do sul da Península Ibérica por ter sabido apadrinhar esta obra de progresso que se insere tão bem na região, como os anjos no Paraíso, onde aliás, terá certamente um apartamentozinho ou dois à sua espera (generosamente dados por Deus nosso senhor, e São Gonçalo da Luz de Tavira, santo padroeiro dos construtores, empreiteiros e agentes imobiliários no Céu).







