sábado, 29 de novembro de 2008

Força Benfica






Silves não drome!



Olimpo

Sentado no trono dorme Zeus
Com um olho aberto a ver os céus
Ri Saturno para os seus anéis
Convencido que é o rei dos reis

No Olimpo
Não muito longe daqui
No Olimpo
Ninguém sabe quem tu és
Ninguém quer saber quem és

Vénus arrebata os corações
Que se perdem no mar das paixões
Baco bebe até não poder mais
Desse néctar que os torna imortais

No Olimpo
Não muito longe daqui
No Olimpo
Ninguém sabe quem tu és
Ninguém quer saber quem és


E Sagres também não...
O pesadelo duma nação.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A day in a life













Ando por aí em território pestilento, escasso, mortiço, colhendo boletos ou outros assim talvez venenos...
Mas salte-se em direcção à sobrevivência do espírito.


Embustes







O Embuste dos Artistas e Escritores


Estamos habituados, perante tudo o que é perfeito, a omitir a questão do seu processo evolutivo, regozijando-nos antes com a sua presença, como se ele tivesse saído do chão por artes mágicas. Provavelmente, estamos ainda, neste caso, sob o efeito residual de um antiquíssimo sentimento mitológico. Quase nos sentimos ainda (por exemplo, num templo grego como o de Pesto) como se, numa manhã, um deus, brincando, tivesse construído a sua morada com tão gigantescos fardos. Outras vezes, como se um espírito tivesse subitamente sido metido por encanto dentro duma pedra e quisesse, agora, falar através dela. O artista sabe que a sua obra só produz pleno efeito, se fizer crer numa improvisação, numa miraculosa instantaneidade da sua criação; e, assim, ele ajuda mesmo a essa ilusão, introduzindo na arte, ao começo da sua criação, aqueles elementos de entusiástica inquietação, de desordem que tacteia às cegas, de sonho atento, como forma de iludir, a fim de dispor o espírito do espectador ou do ouvinte de modo a que ele creia no súbito brotar da perfeição. A ciência da arte, como é evidente, tem de contradizer essa ilusão da maneira mais determinada e apontar as conclusões erróneas e os maus hábitos do intelecto, graças aos quais este cai na rede do artista.
Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'
Sam cogitava na madrugada sobre a sua capacidade de elaborar imperfeições ou apostar em coisas pouco sólidas. Resistia a processos castradores com muita dificuldade...

domingo, 16 de novembro de 2008

Lugubre translúcido








Ajeita aí o cachaço que o carolo está a caminho!


sábado, 15 de novembro de 2008

Nirvana podes ser tu





O rancor, o ressentimento é um elemento histórico, é parte da memória pessoal, portanto da história que cada ser carrega em si.

É uma orientação do passado. Vem do passado e, portanto, é uma continuação modificada do passado,com uma alteração superficial e um ajustamento marginal.

E um dia, enquanto reclamamos das desgraças do mundo e do infortúnio da crise, descobrimos que também fornecemos mágoas que ainda correm sob as rodas da vida.

Apenas a consciência sem escolhas ou o estado de despertar holístico destas respostas, momento a momento, sem a dicotomia entre o observador e o observado, é suficiente para nos libertar-mos a nós próprios.

A projecção de nós fora do campo básico da consciência, o qual também é o “EU”, não é outra coisa senão o mecanismo protector da dualidade na consciência, sustentando-se entre si e o universo.

A verdadeira liberdade é a rebelião, e a mudança radical encontram-se apenas mergulhamos na omnipresença.

Olha, e repara, caro amigo:

Buda, Jesus, Lao Tse, Nanak, Kabir e outros, incluíndo tu (não como mente, mas como vida) pertencem a esta liberdade total – absoluta e incondicional.

O Nirvana é a libertação de “o que é” pelo simples facto de ter conhecimento dele, não resistindo a nada nem escapando a nada.

O vai5 não gosta de rancores, ressentimentos e mágoas, mas, tem sérias dificuldades em livrar-se deles. E dos dos outros. ...da-se!

Credo quia absurdum est - drama, consequência e efeito presente e futuro de não ter uma explicação válida para dar





Às vezes fazemos coisas que nem sabemos explicar porquê. Podemos responder - "bem, não sei. Não faço ideia." - porque simplesmente, não existe nenhuma razão em especial. Nada há a explicar. Nem a acrescentar. Não há e pronto. O problema é que nos dias em que vivemos não há lugar para a falta de explicações, motivos ou intenções.

Tudo tem que ter uma motivação à vista. Tem que fazer sentido. Tem que ter uma explicação.

Caso contrário, se não existir um sentido aparente, então, a coisa azeda e passamos de IMEDIATO ao plano das entrelinhas, dos significados escondidos por detrás das mais simples frases e palavras.

Então, em cada letra cabem provocações hipotéticas. Escondem-se conspirações e conjuras atrás de cada sílaba. Então, em cada vogal há uma armadilha montada. Em cada consuante, há segundas intenções, quase sempre maléficas e prejudiciais.

Se na rua um desconhecido nos oferecer um sorriso para a fotografia, isso é bom ou mau?
Se alguém que nunca vimos nos pede um palpite para a sorte grande, isso é bom ou mau?
Se agora que somos adultos, um desconhecido nos oferecer o jornal para ler, ou nos pagar uma cerveja apenas pela companhia das circustâncias, isso é bom ou mau?

Será que há um convite ao sexo promíscuo atrás de cada um destes actos? Ou será que a nossa desconfiança provocada pela ausência de explicações não o maior obstáculo que colocamos a nós próprios. Será que a comunicação moderna perdeu a fé? Qual o futuro do absurdo, então?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Autódromo Internacional do Algarve, ou o admirável novo mundo

Sim, senhor. Projectado para ser um dos melhores e mais modernos circuitos europeus, o Autódromo Internacional do Algarve já colocou os arredores de Portimão na vanguarda da tecnologia.

A envolvência é perfeita. Em termos de urbanismo, arquitectura paisagista e ordenamento do território, até os mais críticos dos críticos sorriem e concordam que se trata de uma simbiose perfeita entre a excelência da nova pista de corridas e a salada de pitoresco em redor.

Repare-se bem (repito - repare-se bem) no nível de vida dos locais. À volta da nova catedral do desporto motorizado, tem surgido uma revolução na vida de todos os nativos. Por isso, muitos dos novos abastados deslocam-se nas mais fantásticas e velozes duas rodas do país (mundo?). Sem o autódromo, nada disto seria possível.

Qual principado do Mónaco, a Mexilhoeira Grande, bem mais luxuosa e atractiva é hoje internacionalmente reconhecida como a capital europeia da velocidade.

O vai5, blog entusiasta do autódromo, da economia do hipermercado e do centro comercial, deixa aqui alguns instântaneos da realidade motociclistica de luxo vivida pelos locais. Sem o autódromo, que seria da vida destas pessoas? Farrapos de existência? Espelhos da precariedade? Aqui não há nada disso, amigos leitores. É com betão e CO2 que se constrói o presente e o futuro. Esfregonas na mão esquerda e acelerador a fundo na direita.

Finalmente, depois deste documentário na nova Riviera do barlavento, queremos também expressar a nossa admiração pelo autarca Manuel da Luz, o mais visionário presidente de Câmara do sul da Península Ibérica por ter sabido apadrinhar esta obra de progresso que se insere tão bem na região, como os anjos no Paraíso, onde aliás, terá certamente um apartamentozinho ou dois à sua espera (generosamente dados por Deus nosso senhor, e São Gonçalo da Luz de Tavira, santo padroeiro dos construtores, empreiteiros e agentes imobiliários no Céu).

Encontramo-nos nos semáforos, em Portimão.

Até o Barack Obama








Estamos juntos com o black power. Viva a eloquência e a sua permanência. E uma hiperligação ao espírito de uma grande nação. Deixem jogar o Mantorras!


sábado, 8 de novembro de 2008

Tugas tesudas sem preconceitos











A seita tem um radar, etc.
Falou-se na ideia de melhorar o tráfico do vai 5 e vai daí colocar umas frases libidinosas tipo pornex a ver o que dá.








Laboratório da realidade








KO e Theonetoo trabalhando em pleno set do Algarve Film Commission, batendo terreno, burilando metáforas, dando corpo a um manifesto artesanalmente abstracto.