sábado, 11 de outubro de 2008

Portugal's sluggish economy



LOOK at any table of European economic data and Portugal stands out. GDP growth last year, at 1.3%, was the lowest not just in the European Union but in all of Europe. Since 2000 the Czech Republic, Greece, Malta and Slovenia have all overtaken Portugal in terms of GDP per head. And Portuguese GDP per head has fallen from just over 80% of the EU 25 average in 1999 to just over 70% last year.

Portugal was the first country threatened with sanctions by the European Commission for breaching the euro zone's stability and growth pact, which sets ceilings for euro members' budget deficits.

The commission thinks Portugal's sin was to let public spending soar out of control, pushing the forecast deficit in early 2005 up to 6.8% of GDP, the highest in the euro zone.

Ironically the commission is now headed by José Manuel Barroso, a former Portuguese prime minister who ought to shoulder some of the fiscal blame.

in http://www.economist.com/

E como a vida é cheia de ironias, não ficaria nada surpreso, se um dia o "cherne" regressasse a casa como um herói e ainda fosse outra vez para o poleiro.

Venham mais cinco




Tem-se tornado habitual nos últimos anos em Portugal encarar a sociedade portuguesa como uma sociedade sem futuro, quer a nível colectivo quer a nível individual. Generalizou-se a ideia de que somos uma sociedade em empobrecimento relativo, se não mesmo absoluto, sem perspectivas de empregar produtivamente os seus membros activos nem de proporcionar pensões condignas ao seus membros em idade de reforma.



Porém, nada disto significa que Portugal se torne necessariamente mais pobre, mesmo em termos relativos, sobretudo em termos absolutos; nada disto significa que Portugal não possa ter actividades económicas capazes de proporcionar ocupação e rendimento aos seus cidadãos activos e transferências aos seus cidadãos inactivos.



Preservação dos recursos naturais, melhor preparação dos recursos humanos, investimento em capital físico e aperfeiçoamento das instituições serão possivelmente os quatro tópicos em que poderão resumir-se os desafios da mudança indispensável para que a sociedade portuguesa não entre num processo efectivo de decadência.



Nuno Valério


Professor do ISEG (e sonhador)


in DN Economia, 31.05.06


Miragens



Para Manuel Pinho, o mundo de prosperidade, tal como o conhecíamos até agora acabou.

Acabou? Que mundo é que acabou? Qual prosperidade? A dele e dos compadres dos partidos é que não deve ser de certerza. Será que para os "doutores" e "engenheiros", "gestores" públicos, e afins filiados se vão acabar os campos de golfe, os carros de luxo, as viagens, as reformas milionárias e tudo o resto que conseguem mamar à conta dos impostos mais elevados da Europa? Hum.... devo estar a ver miragens.


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

É dar ao kicks




Homessa c'o bicho na pega!
Mas a vontade indómita de Ti Chico Zé lá trás o triciclo à razão por volta das 8 e coisa e siga pra bingo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fuga para a frente



Vou só ali num instante buscar um bilião para injectar na minha conta corrente. Bota prá frente!

Morte magnética



É uma contradição que me divide a alma. Na juventude cultivei o gosto pelo heavy metal, sobretudo as bandas mais tecnicistas, independentemente do estilo.

Para mim, tudo aquilo fazia sentido. Não apenas o som brutal, mas os solos, os efeitos da guitarra, os contratempos, as letras, o imaginário.

Os concertos eram uma coisa difícil de descrever. Os melhores vi no pavilhão dramático de Cascais, ao qual fazia muitas vezes uma romaria negra sózinho.

Nunca faltavam amigos desconhecidos. A Sagres escorria, falava-se de bandas, de músicos, de discos. Havia sempre um ou outro atordoado pela confusão e pelas drogas e álcool ingeridos.
Minutos antes de tudo começar, uma grande tensão tomava conta de tudo e todos.
De repente, um som ensurdecedor. O público delira. Começa o mosh, o slam dancing, a descarga de adrenalida só possível numa festa metaleira.

A guitarra é rainha. A distorção estremeçe todas as células dos ouvintes, os bombos e o baixo, ameaçam as estruturas do pavilhão e os ossos da malta. Um grito terrível mistura-se com a guerra de decibéis. Começa a demolição de neurónios que permanecerá inabalável por duas horas seguidas.

Enfim. A contradição que me divide a alma é que as velhas canções ainda me soam bem, mas já acusam a idade e sobretudo o excessivo tempo de antena ao longo destes anos todos. Além disso, tal como alguém profetizou, se os velhos hinos tocarem demasiado tempo, já fazem doer a cabeça.

Por outro lado, o metal já não é o que era. Basta ver a patética morte magnética. Pensando bem é isso mesmo. Apesar de moribundo, o metal ainda atrai. E onde está o disco novo dos RAMP?
Contradições....