Um grande homem não é aquele que tem sempre sucesso, mas aquele que nunca desiste.
Martim Descalzo
http://refoista.blogspot.com/
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Barroco Oriental e sobressaltos
Domitilio Farias era um apaixonado pela arte, vivia obcecado pela imagem da Monalisa, era mesmo um coleccionador compulsivo de todos os artigos que encontrava aqui e ali. Tudo aconteceu por causa de um sonho que teve numa noite onde um terramoto lhe abanou a inenarrável existência, agarrou-se a esta espécie de premonição santificada como a tábua de salvação para a sua atribulada vida de escanção no restaurante chinês.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Elixir lemuriano
Acrescentei ao meu trabalho um achado que proporciona a qualquer mortal um tratamento de deuses. Para poder entender melhor como funciona, vamos voltar na história da humanidade, a uma civilização que viveu há mais ou menos 75.000 anos.
Estou a falar dos Lemurianos, eles tinham o dom de conversar por telepatia, eram vegetarianos, gigantes com mais de 2 metros de altura e viviam debaixo da terra, suas casas eram verdadeiros túneis no monte Shasta ao norte da Califórnia, quando vistos na superfície, usavam túnicas brancas. O continente desapareceu, mas ainda existem resquícios deles no fundo do mar.
Lemúrias, uma terra esquecida, era abençoada por uma natureza rica e pela harmonia que proporcionava ao povo. Estes, aproveitando tudo o que terra oferecia, sabiamente utilizavam os recursos naturais em benefício próprio. Os rituais de beleza eram à base de óleos essenciais, podemos considerar como energéticos puros. Com essas combinações, é possível actuar nas três esferas do corpo humano: mental, físico e emocional.
Estou a falar dos Lemurianos, eles tinham o dom de conversar por telepatia, eram vegetarianos, gigantes com mais de 2 metros de altura e viviam debaixo da terra, suas casas eram verdadeiros túneis no monte Shasta ao norte da Califórnia, quando vistos na superfície, usavam túnicas brancas. O continente desapareceu, mas ainda existem resquícios deles no fundo do mar.
Lemúrias, uma terra esquecida, era abençoada por uma natureza rica e pela harmonia que proporcionava ao povo. Estes, aproveitando tudo o que terra oferecia, sabiamente utilizavam os recursos naturais em benefício próprio. Os rituais de beleza eram à base de óleos essenciais, podemos considerar como energéticos puros. Com essas combinações, é possível actuar nas três esferas do corpo humano: mental, físico e emocional.
Urbanidade & hobby
Por vezes ver com a mão os processos da imagem, adornar o que gostamos com um toque especial, ajudar a vida a ser mais qualquer coisa que a banalidade estéril, a boçalidade empertigada ou a parcimónia escofiante. Aqui ao lado esboroa-se o tempo, aqui dentro de mim um travo a secura sem retorno, uma mistura de medo com matizes de pouca coisa. Separação das águas, desgaste de uma civilização, hiato da orgia.
Pode o pensamento voltar a pensar? E o que é o pensamento? Pensar é uma forma de agudização, a forma mais intensa de discernimento, isto é de expressar um sentimento. Por isso, o pensamento e a linguagem que o expressa, embora objectivos, nunca são emocionalmente neutros. Já Kant dizia que quando se entregava a uma tarefa fazia-o todo o seu calor. E isso nos distingue dos répteis que são frios. Então pensar hoje com calor é discernir outras possibilidades para o mundo. Isto é, encontrar cesuras, fendas no pensamento totalitário que rege quer o politicamente correcto quer os fundamentalismos de todo o tipo que marcam a experiência contemporânea, aprisionando um pensamento que parece já não ser capaz de pensar emocionalmente o mundo, incapaz de retraçar as figuras que a história vai arquivando. Caídos na imanência dos dias que correm acomodamo-nos aos lugares fixos, somos cada vez mais espectadores indiferentes, contempladores insensíveis de um mundo sem remissão, de onde a política, contra todas as aparências, parece ter desertado. O primado da economia sobre tudo o resto é uma consequência do nihilismo moderno que aprisionou os homens no labirinto do mercado. O torvelinho da técnica, irmã da economia, tudo arrasta no seu vórtice, originando novas patologias de posição, desenraizadas, transitórias, etéreas. A política há muito que deixou de ser um caminho para a paz e a plenitude para se transformar numa estratégia guerreira de ascensão ao poder. O ambiente enlouqueceu perante a obscena indiferença do mundo. «Que fazer, [então], quando tudo arde?». Talvez «pôr o pensamento a pensar», desenhando mapas e contramapas do porvir do mundo.
http://oquecaidosdias.wordpress.com/
Pode o pensamento voltar a pensar? E o que é o pensamento? Pensar é uma forma de agudização, a forma mais intensa de discernimento, isto é de expressar um sentimento. Por isso, o pensamento e a linguagem que o expressa, embora objectivos, nunca são emocionalmente neutros. Já Kant dizia que quando se entregava a uma tarefa fazia-o todo o seu calor. E isso nos distingue dos répteis que são frios. Então pensar hoje com calor é discernir outras possibilidades para o mundo. Isto é, encontrar cesuras, fendas no pensamento totalitário que rege quer o politicamente correcto quer os fundamentalismos de todo o tipo que marcam a experiência contemporânea, aprisionando um pensamento que parece já não ser capaz de pensar emocionalmente o mundo, incapaz de retraçar as figuras que a história vai arquivando. Caídos na imanência dos dias que correm acomodamo-nos aos lugares fixos, somos cada vez mais espectadores indiferentes, contempladores insensíveis de um mundo sem remissão, de onde a política, contra todas as aparências, parece ter desertado. O primado da economia sobre tudo o resto é uma consequência do nihilismo moderno que aprisionou os homens no labirinto do mercado. O torvelinho da técnica, irmã da economia, tudo arrasta no seu vórtice, originando novas patologias de posição, desenraizadas, transitórias, etéreas. A política há muito que deixou de ser um caminho para a paz e a plenitude para se transformar numa estratégia guerreira de ascensão ao poder. O ambiente enlouqueceu perante a obscena indiferença do mundo. «Que fazer, [então], quando tudo arde?». Talvez «pôr o pensamento a pensar», desenhando mapas e contramapas do porvir do mundo.
http://oquecaidosdias.wordpress.com/
sábado, 12 de dezembro de 2009
Momentos de liberdade
Nos meus cadernos da escola
Na minha carteira nas árvores
Sobre a areia e sobre a neve
Escrevo o teu nome
Em todas as páginas lidas
Em todas as páginas em branco
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome
Na selva e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
Na memória da minha infância
Escrevo o teu nome
Em cada raio da aurora
Sobre o mar e sobre os barcos
Na montanha enlouquecida
Escrevo o teu nome
Na saúde recuperada
No perigo desaparecido
Na esperança sem lembranças
Escrevo o teu nome
E pelo poder de uma palavra
a minha vida recomeça
Eu renasci para conhecer-te
Para dizer o teu nome
Liberdade.
Na minha carteira nas árvores
Sobre a areia e sobre a neve
Escrevo o teu nome
Em todas as páginas lidas
Em todas as páginas em branco
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome
Na selva e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
Na memória da minha infância
Escrevo o teu nome
Em cada raio da aurora
Sobre o mar e sobre os barcos
Na montanha enlouquecida
Escrevo o teu nome
Na saúde recuperada
No perigo desaparecido
Na esperança sem lembranças
Escrevo o teu nome
E pelo poder de uma palavra
a minha vida recomeça
Eu renasci para conhecer-te
Para dizer o teu nome
Liberdade.
As muralhas de Jericho
o tempo tentou
agora tu e eu devemos completar o ciclo
a equidade não pode ser construída num só dia
para onde vamos depois disso?
dividirmo-nos é separarmo-nos
voltemos e comecemos de novo
para onde vamos depois disto?
toda a oportunidade está aí
onde padrões podem ser encontrados
porque a diferença é a que tu e eu fizermos
quebra essa regra - eu tento e tu tentas
a equidade não pode ser construída num só dia
seguirei com o tempo a meu lado
continuarei a tentar enquanto empurras o muro que nos divide
tu e eu
agora tu e eu devemos completar o ciclo
a equidade não pode ser construída num só dia
para onde vamos depois disso?
dividirmo-nos é separarmo-nos
voltemos e comecemos de novo
para onde vamos depois disto?
toda a oportunidade está aí
onde padrões podem ser encontrados
porque a diferença é a que tu e eu fizermos
quebra essa regra - eu tento e tu tentas
a equidade não pode ser construída num só dia
seguirei com o tempo a meu lado
continuarei a tentar enquanto empurras o muro que nos divide
tu e eu
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