sexta-feira, 5 de junho de 2009

Corrida Eleitoral - a meta é a Europa (via Algoz)














Vota em quem quiseres, vota se quiseres, se não quiseres não vota, quem te fode é a Europa.

Il pleut


It’s Raining
It’s raining women’s voices as if they had died even in memory
And it’s raining you as well marvellous encounters of my life
O little drops
Those rearing clouds begin to neigh a whole universe of auricular cities
Listen if it rains while regret and disdain weep to an ancient music
Listen to the bonds fall off which hold you above and below
Guillaume Apollinaire

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E la nave va

Federico Fellini

Boa parte do filme foi feito como um falso documentário, embora o conceito seja relevado em vários pontos. Na abertura, é mostrada uma cena em julho de 1914, imediatamente antes do lançamento ao mar do navio Gloria N.. Toda a seqüência de abertura é feita em tons de sépia, como se houvesse sido filmado realmente naquela época, e sem nenhum outro som além do ruído do projetor. Gradualmente, a sépia se dá lugar ao filme colorido e podemos ouvir o diálogo dos personagens. O sr. Orlando é um jornalista italiano; ele encara a câmera e explica que a viagem é um tipo de funeral, com o objetivo de dispersar as cinzas da cantora lírica Edmea Tetua em torno da ilha de Erimo, onde ela nasceu. Explica que Edmea Tetua foi a maior cantora de todos os tempos e que tinha a voz de uma deusa.
Certa manhã, os passageiros descobrem que há um grande grupo de refugiados sérvios no convés do navio. O capitão os havia recolhido na noite anterior. Um dos passageiros é o arquiduque de Herzog (parte do Império Austro-Húngaro) e seus assistentes consideram os refugiados como uma ameaça à segurança. Eventualmente, um navio de guerra austro-húngaro aparece e exige que os refugiados sejam entregues, presumivelmente para serem feitos prisioneiros ou escravizados.
Na parte final, o filme assume um tom decididamente surrealista.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Todos ao Chão... das Donas!

Boas caros amigos! Aqui vai mais um encontro de ciclomotores Antigos, desta vez em Portimão, organizado pelo Centro Recreativo Chão das Donas.

Desde já temos que agradecer ao nosso amigo Sr. Paulo Silva que nos enviou este Cartaz. (obrigado! obrigado!)

Aproveito tambem para informar a todos que o encontro de Ciclomotores antigos de Estoi terá Lugar dia 21 de Junho de 2009.

Até uma próxima,
José António do Moto Clube de Almodôvar

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Algumas Valsas de Vavoum









o corpo enquanto arte / don delillo
(...)- Ao ir e vir, parto. Hei-de ir e vir. Partir aconteceu-me. Nós todos havemos de ir, iremos todos partir. Porque eu estou aqui e onde. E irei ou não ou nunca. E já vi o que hei-de ver. Se é que estou onde hei-de estar. Porque nada surge entre mim.

Dr. Hermenegildo Gaspar





Ilustre oftalmologista e emérito pensador islamista tinha por hábito usar a sua Dunia amarelo torrado pintada à mão para percorrer os caminhos da verdade, essa mentira ao perto.
Guardava todos os livros que encontrava tresmalhados em parapeitos, sem preconceitos.
Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina. (...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte. Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.
Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'